Quando perder pode ser vencer
- Diego Werneck
- 5 de dez. de 2023
- 1 min de leitura
Atualizado: 26 de jan. de 2024

Não apenas no tênis e no esporte em geral, mas na vida como um todo derrotas costumam ser sinônimo de fracasso. Não deveria ser assim, mas infelizmente na maioria das vezes é dessa forma que percebemos um revés.
A brilhante trajetória de Beatriz Haddad Maia, nossa Bia, no entanto, nos mostra claramente o contrário: é, sim, muito possível sairmos vitoriosos em uma derrota. Aliás, um dos mantras de especialistas, gurus e coaches mundo afora é justamente que nas derrotas aprendemos, nos fortalecemos, evoluímos e nos tornamos não apenas vencedores, mas cada vez mais fortes.
E assim tem sido a trajetória dessa paulistana no circuito profissional do tênis. Não faltaram reveses na sua ainda curta carreira, desde lesões sérias a suspensão por doping. Nada, porém, foi páreo para a determinação e o talento de Bia. Aos recém completados 27 anos, ela alcança seu auge físico, técnico e mental justamente no torneio que eternizou o último fenômeno do tênis brasileiro, Guga.
A derrota na semifinal de Roland Garros, tão próxima da glória de uma disputa por um título de Slam no currículo, pode num primeiro momento soar dura, dolorosa. Não no caso de Bia, que caiu para a número um do mundo e bicampeã no saibro francês, Iga Swiatek, e vendeu caro o segundo set, quase vencendo o tie break da parcial. Mas não “apenas” pela adversária de peso - o que por si só já poderia indicar - a derrota da brasileira teve o valor de uma vitória.
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