top of page

Pickleball não para de crescer e incomoda tenistas

O Pickleball parece que veio para ficar. Uma das modalidades que mais cresce nos Estados Unidos, o esporte que reúne aspectos do tênis, tênis de mesa e badminton, é jogado em uma quadra semelhante a uma quadra de badminton e envolve uma raquete e uma pequena bola de plástico perfurada, conquista cada vez mais adeptos.


De acordo com a Associação da Indústria de Esportes e Fitness dos Estados Unidos, houve um salto de 4,8 milhões de jogadores em 2019 para 8,9 milhões no país, em 2022. Trata-se do esporte de maior crescimento por lá hoje.


Hoje, 37 países fazem parte da Federação Internacional de Pickleball, o que é mais que o dobro dos anos anteriores. O Brasil é um deles. A Associação Brasileira de Pickleball fica em Governador Valadares. Segundo a ABP, são cerca de 2.000 adeptos por aqui, mas a aposta é de que o esporte tem tudo para virar febre – assim como se deu com o beach tennis.


E tem mais. Segundo o mais recente Heart and Movement Study da Apple, que compila dados gravados em Apple Watches, os treinos de pickleball ultrapassaram as sessões de tênis pela primeira vez. Além disso, o estudo, que acompanhou mais de 250 mil treinos não só de pickleball, mas também de outros esportes, apontou em sua amostra que os treinos de pickelball tendiam a durar em média 9 minutos a mais do que os de tênis, totalizando 90 minutos.


Assim como nos Estados Unidos, pickleball vem crescendo também no Brasil.
Assim como nos Estados Unidos, pickleball vem crescendo também no Brasil.

Os pesquisadores da Apple viram que a popularidade do pickelball ultrapassou os treinos de tênis em julho de 2023, apontando crescimento continuamente desde o início do estudo, em 2021. "A pesquisa é um componente vital para o nosso trabalho em saúde na Apple, e é importante ver a ciência por trás dos benefícios físicos e mentais de atividades como pickleball e tênis em usuários do Apple Watch", contou Dr. Sumbul Desai, vice-presidente de saúde da Apple.


Praticado em uma quadra parecida com a de tênis, a atividade tem causado controvérsias em solo norte-americano, uma delas por conta de seu ruído peculiar. A pequena bola de plástico perfurada com a qual o esporte é jogado tem incomodado muita gente com disputas indo parar na justiça, visando a limitar a prática esportiva e impedir a construção de novas quadras.


Além disso, o aumento no número de praticantes levou à conversão de algumas quadras públicas de tênis em quadras de pickleball, o que gerou descontentamento entre os tenistas. Organizações ligadas ao tênis estão colaborando com parques e departamentos recreativos para encontrar soluções que permitam a coexistência pacífica de ambos os esportes.


Entre os entusiastas do pickleball, famosos como as irmãs Kardashians, Leonardo DiCaprio, Tom Brady, Serena Williams, LeBron James ajudam a popularizar o esporte. A modelo Gisele Bündchen, outra fã, tem uma quadra de pickleball em sua casa de veraneio, na Costa Rica.


Mas a modalidade tem atraído também a atenção de diversos tenistas e ex-tenistas profissionais. Várias estrelas, incluindo Andre Agassi, John McEnroe, Maria Sharapova e Steffi Graf, já experimentaram esse esporte e até participaram de exibições. O campo profissional do pickleball está em crescimento, com investimentos significativos na liga da modalidade.


Até mesmo ex-número 1 do mundo, a belga Kim Clijsters, decidiu investir no pickleball. Ela e um grupo de investidores adquiriram uma equipe de expansão na Major League Pickleball, que teve seu início em 2021. Além disso, a canadense Eugenie Bouchard planeja entrar no circuito de pickleball a partir do próximo ano, juntando-se a nomes como o norte-americano Noah Rubin, que conquistou o título juvenil de Wimbledon em 2014.


Foto: Associação Brasileira de Pickleball

Comentarios


bottom of page